domingo, novembro 09, 2008

sistema de logistico de medicação (Siclom )

Principal
Conceito
Situação atual de cada UDM
Acompanhamento
Consulta UDM
Documentos

O que é o Siclom ?

O SICLOM foi criado com o objetivo de gerenciamento logístico dos medicamentos anti-retrovirais. O sistema permite que o PN se mantenha atualizado em relação ao fornecimento de medicamentos aos pacientes em TARV, nas várias regiões do país. As informações são utilizadas para controle dos estoques e da distribuição dos ARV, assim como para obtenção de informações clinico-laboratoriais dos pacientes de aids e uso de diferentes esquemas terapêuticos.

Objetivos Principais

1. Melhorar a capacidade de resposta da área de logística de medicamentos do Programa Nacional de DST/aids e das Unidades Federadas e Locais;

2. Ampliar a capacidade de planejamento das aquisições dos medicamentos ARV.

3. Aprimorar a qualidade das informações geradas no controle logístico de medicamentos;

4. Otimizar o fluxo das atividades desenvolvidas no processo logístico, nas diversas esferas de gerenciamento;

5. Possibilitar a ampliação de ações para promover a adesão à terapia ARV.

6. Controlar o estoque mensal de cada medicamento nas diversas esferas de gerenciamento, obtendo uma estimativa do estoque disponível na rede de serviços.

7. Possibilitar a ampliação do controle local dos medicamentos utilizados para manifestações associadas a aids ou doenças sexualmente transmissíveis.

8. Monitorar os tratamentos para DST/aids nas diferentes categorias de usuários.

9. Permitir avaliar qualidade da assistência.

Descrição Sumária do Escopo

O aplicativo possui três funcionalidades principais: cadastramento dos pacientes em tratamento, controle da dispensação mensal de medicamentos, controle de estoque dos medicamentos anti-retrovirais e dos medicamentos para tratamento das infecções oportunistas nas farmácias.

Cadastramento de Pacientes
Somente os usuários que forem iniciar o tratamento com anti-retrovirais devem ser cadastrados. Todo usuário cadastrado está automaticamente liberado para receber medicamentos.

Registro de Óbitos
O nome do responsável pela comunicação, a data da comunicação e a data do óbito são as informações necessárias para o cadastramento do registro.

Dispensação de Medicamentos
Além dos pacientes cadastrados no SICLOM, outras pessoas poderão receber medicamentos, tais como: aqueles que sofreram Exposição Ocupacional e Sexual, cuja situação da exposição possa representar um risco qualquer de contágio com o vírus da AIDS; mulheres gestantes HIV+, que deverão receber medicamentos prescritos para o momento do parto para evitar a transmissão vertical e recém-nascidos de mães HIV+, que deverão receber medicamentos por um período determinado, para impedir que venham a apresentar sintomas da doença.

Para dispensar medicamento a qualquer categoria de usuário é obrigatório a apresentação do formulário de solicitação de Medicamentos devidamente preenchido e assinado pelo médico. No momento da dispensa o usuário assina atestando o recebimento e o farmacêutico responsável confirmando a entrega.

Apesar das Solicitações de Medicamentos Anti-retrovirais serem preenchidas diretamente pelos médicos que atendem os usuários, as prescrições de medicamentos devem seguir, na maioria dos casos, as Regras do Consenso Nacional, ou Recomendações para Terapia Anti-retroviral, documento que estipula as diretrizes da dispensa de medicamentos, contendo as combinações de medicamentos permitidas pelo Ministério da Saúde para cada quadro clínico apresentado. Para tentar garantir este procedimento e evitar o uso de esquemas terapêuticos danosos a saúde dos usuários, o aplicativo informa ao dispensador que aquela prescrição não está de acordo com as recomendações do MS, e impede a sua dispensa.

Cadastramento de Ação Cautelar
A Ação Cautelar é uma decisão emanada do Poder Judiciário determinando o fornecimento obrigatório dos medicamentos nela discriminados ao usuário que a moveu. As dispensas dos usuários com ação cautelar não gerará o impedimento descrito acima.

Controle de Estoque
Procedimentos para movimentação de estoque.

Todas as entradas deverão ser informadas. As entradas previstas são os recebimentos mensais provenientes do respectivo município ou de outras unidades dispensadoras através de um remanejamento. O controle das entradas destes medicamentos é feito considerando sua forma farmacêutica, embalagem e validade, com controle de lote.

As saídas também devem ser informadas. As saídas previstas são: perdas, consumo e remanejamento para outra unidade dispensadora. Todas as perdas devem ser lançadas com a informação do motivo da ocorrência. As saídas por consumo são automaticamente debitadas do estoque no momento da dispensa. O controle das saídas destes medicamentos é feito considerando sua forma farmacêutica, embalagem e validade, com controle de lote.

Associações perigosas

Medicamentos que comprometem a eficácia dos anti-retrovirais
não devem ser utilizados por pessoas em tratamento contra a Aids

Acombinação entre os antiretrovirais e drogas para outras patologias deve ser realizada com muita cautela, afirmam especialistas. Isso porque a interação medicamentosa entre alguns anti-retrovirais e outros remédios pode diminuir em até 70% a absorção dos medicamentos anti-aids no organismo.
De acordo com o infectologista José Valdez Madruga, responsável pela área de pesquisa clínica de novos medicamentos do Programa Estadual de DST/ Aids de São Paulo, é preciso tomar cuidado com o uso concomitante de certos anti-retrovirais e determinadas drogas para enxaqueca, tuberculose, gastrite, alergia, colesterol, convulsão, entre outras.

Anti-retrovirais interagem com muitas outras drogas
Freqüentemente, os médicos receitam medicamentos para amenizar o desconforto causado pelos efeitos colaterais dos anti-retrovirais. No entanto, alguns remédios, como, por exemplo, os que são usados contra gastrite e úlcera, que são inibidores da bomba de prótons, não podem ser associadas aos inibidores de protease. “O atazanavir não pode ser combinado com esses medicamentos”, ensina o médico.
Para evitar essas complicações, José Valdez recomenda aos farmacêuticos que consultem sempre as tabelas do Comitê Assessor para Terapia Antiretroviral de Adultos e Adolescentes, também conhecido como Consenso Brasileiro de Aids, o Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF) e as bulas dos remédios. “Esses profissionais precisam estar preparados para orientar os portadores do HIV”, adverte o infectologista do Programa Estadual de DST/AIDS.
Esper Kalls, infectologista da escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, considera o assunto tão complexo que apelidou a interação medicamentosa de medicina dos detalhes: “Os anti-retrovirais interagem, muito freqüentemente, com uma quantidade enorme de outras drogas”, afirma Kalls.

Alguns medicamentos que não podem ser administrados com os inibidores da protease, pois diminuem a
potência dessa classe de anti-retrovirais.

Rifampicina, remédio usado para combater a tuberculose.

Anticoncepcionais orais à base de estrôgeno. As mulheres em tratamento com essa classe de anti-retrovirais devem usar as pílulas à base de progesterona.

Remédios para dormir a base de midazolan, como o Dormonid, também devem ser evitados.

SAIBA +
Sobre as recomendações do Consenso Brasileiro de Aids, acesse
www.aids.gov.br e clique em tratamento e depois em documentos e publicações.
Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF 2004/ 2005) EPUB - Editora de Publicações Biomédicas

Fonte do artigo: 01 , 02

creditos: Dr O.liverkall (:

0 comentários:

Postar um comentário